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Artigos

Relatório diferencial RGU-2

ligado .

1.- Resumo:

As instalações eléctricas actuais e as novas normativas exigem muito mais às protecções diferenciais. Neste artigo, um técnico convidado explica o novo equipamento RGU-2, preparado para estes desafios, assim como para economizar na manutenção de instalações.

RGU-2
RGU-2

2.- Introdução:

As instalações eléctricas actuais dispõem cada vez mais de equipamentos receptores que incorporam electrónica, para não dizer a maioria.

Os receptores que incorporam electrónica influem na instalação eléctrica de várias formas:

  • Geram distorção harmónica na corrente que consomem.
  • Geram fugas de corrente, à frequência de rede, 50 Hz, e a frequência mais alta, em condições normais de funcionamento.
  • No momento de ligação à alimentação eléctrica geram um pico de corrente de fuga.
  • No caso de uma falha de isolamento, a corrente de fuga pode não ser sinusoidal, por exemplo pulsatória.

Exemplos de equipamentos que incorporam electrónica:

Computadores, luzes de baixo consumo, vitrocerâmica, máquina de lavar roupa, máquina de lavar loiça, microondas, carregadores de telemóvel, equipamentos de ar condicionado, carregadores de veículos eléctricos, secadora, máquinas, ferramentas...

Todos estes receptores geram, em condições normais de funcionamento, correntes de fuga na instalação eléctrica e isto provoca uma maior susceptibilidade de disparo das protecções diferenciais.

3.- Diferencial RGU-2

O novo equipamento RGU-2 proporciona-nos os seguintes detalhes técnicos, que nos ajudam a ter uma instalação protegida e, ao mesmo tempo, que não se produzam disparos intempestivos da protecção diferencial, portanto maior garantia de fornecimento.

Margem de disparo:

A norma de fabrico de diferenciais estipula que a margem de disparo deve situar-se entre 50 e 100% da sensibilidade; por exemplo um diferencial de 30 mA deve disparar entre 15 e 30 mA.

O que sucede se temos um diferencial cuja sensibilidade de disparo é de 16 mA e outro de 25 mA?

  • Os dois diferenciais cumprem a legislação vigente.
  • O primeiro disparará antes do segundo.
  • Se, além disso, afirmamos que numa instalação, sem qualquer avaria, existe sempre uma corrente de fuga, o primeiro será sempre muito mais sensível ao disparo.
  • Se ocorrer também, no momento da ligação da alimentação eléctrica, o aparecimento de uma corrente de fuga transitória, é muito mais fácil que o mais sensível dispare antes.

O que nos é disponibilizado pelo RGU-2:

  • A sua margem de disparo está compreendida entre 85 e 100% da sua sensibilidade.
  • Portanto, proporciona-nos mais garantia de fornecimento, mais robustez e fiabilidade.
Margem de disparo
Sensibilidade
diferencial [mA] 
Diferencial
padrão [mA]
Diferencial
RGU-2 [mA]
30 15 - 30 25 - 30
300  150 - 300 255 - 300
500 250 - 500 425 - 500
1000 500 - 1000 850 - 1000

Classe de diferencial:

Os diferenciais mais habituais que são instalados são os de classe AC, mas só detectam correntes de fuga alternas de 50 Hz. Portanto, não são os adequados para instalar quando existirem receptores que incorporem electrónica.

Estes equipamentos têm marcado o símbolo:

Classe AC

O RGU-2 é um equipamento capaz de detectar correntes de fuga alterna e pulsatória, classificando-se como classe A.

Os equipamentos de classe A têm marcado o seguinte símbolo:

Classe A

Portanto, o RGU-2 proporciona-nos mais segurança na nossa instalação, uma vez que é capaz de detectar uma corrente de fuga tanto alterna como pulsatória.

Sensibilidade com a frequência:

Outro detalhe importante é saber como se comporta com a frequência ou diferencial. Os diferenciais normais são sensíveis à corrente alterna de 50 Hz.

Isto seria suficiente se na instalação não houvesse receptores com electrónica.

O RGU-2, além de ser sensível à corrente de 50Hz, é menos sensível às correntes de frequência superior. Isto à primeira vista poderia parecer que não seria bom em termos de segurança eléctrica, mas isso não é de todo correcto.

Devemos ter presente que:

  • Os receptores que incorporam electrónica geram fugas de alta frequência.
  • O corpo humano é mais sensível a 50 Hz que a 500 Hz, querendo isso dizer que numa frequência superior é necessária mais corrente para produzir os mesmos efeitos.

A norma internacional CEI 479-2 indica os valores de corrente que uma pessoa pode suportar em função da frequência da corrente. O diferencial RGU-2 ajusta a sua sensibilidade aos limites estabelecidos pela norma de segurança.

Outro factor importante que se deduz da resposta face à alta frequência é que redunda numa melhor imunidade aos saltos intempestivos, pois se a maior frequência corresponde menos sensibilidade, isto implica no fundo que o diferencial é mais robusto às perturbações, transitórias, que nos possam chegar pela própria rede eléctrica

Conceito da Ultra-imunização:

O RGU-2 é um diferencial Ultra-imunizado!
Mas que quer dizer isto e o que proporciona à nossa instalação?

Popularmente, conhecem-se os diferenciais ultra-imunizados como aqueles que não disparam por falsos alarmes, custando-lhes isso o salto intempestivo frequente.

De ondem vêm estas qualidades?, pois basicamente, com base nos dados que já descrevemos, e que resumimos outra vez:

  • Margem de disparo entre 85%-100% da sensibilidade.
  • Resposta em frequência, em concreto à redução da sensibilidade com o aumento desta.
  • Mais imunidade às transitórias da rede.

Outras características do RGU-2:

O novo RGU-2 proporciona-nos as seguintes características:

  • Visualização clara e simples, através de barra de LED ou com indicação do valor exacto de fuga no ecrã LCD.
  • Ampla gama de toroidais externos.
  • Sensibilidade de ajuste: 30, 100, 300, 500 mA, 1, 2, 3, 5 A.
  • Tempo de disparo ajustável: Instantâneo, Selectivo, 0.1, 0.2, 0.3, 0.5, 1, 2, 3, 5 segundos.
  • 2 Saídas para relé para indicação de pré-alarme e alarme.

Esquema de ligações RGU-2

Com todas estas características, é possível utilizar o diferencial RGU-2 para uma infinidade de aplicações, tanto para instalar em cabeceira, em subquadros e na protecção final de cargas, sendo também válido para redes em regime de neutro TT, TN-S e IT, tanto monofásicas como trifásicas com e sem neutro.

 

Joan Romans Artigas
Engenheiro Electrónico
Engenheiro Técnico de Telecomunicações

Francesc Fornieles Castells
ffornieles@circutor.es
Responsável de Mercados - Divisão de Qualidade de Rede
Markets Manager - Power Quality Division

 

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